Centro Arte Luta Beribazu - História
Centro Arte Luta Beribazu - História O Centro Desportivo e Cultural Arte-luta foi fundado em 04 de abril de 2001, quando tomou forma jurídica, com o objetivo de criar história própria, mantendo coerência de concepções, valores, princípios, processos e preceitos.
Em seus 6 anos de existência, o Centro, contribuiu com a socialização e a difusão da cultura através de grandes eventos como: a Jornada Beribazu de Capoeira, Festival de Cantigas de Capoeira, Festival Cultural, Torneios, entre outros.
O Centro tem como missão: - Exercitar direitos culturais, educacionais, artísticos e desportivos; - Fomentar trabalhos de atendimento ao ensino e à pesquisa para eventos e intercâmbios de capoeira; - Participar na formação de pessoal técnico relacionado com seus fins.
A partir disso, foi fundado o Instituto Arte-luta de Educação e Cultura - IALEC, para postular a adoção de medidas legais de resgate seletivo das tradições populares de proteção e preservação da capoeira, assim como dos bens culturais brasileiros Por Fábio Moreira (Mestre Onça) (*) ________________________ (*) Geógrafo e Mestre de Capoeira. Grupo Beribazu www.centroarteluta.com.br
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 16h48
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Grupo de Capoeira Beribazu - Hóistória
O Grupo de Capoeira Beribazu foi fundado em 11 de agosto de 1972, no Distrito Federal pelo Mestre Zulu. Atualmente existem núcleos do Grupo espalhados pelo país e em diversas regiões do mundo. No Brasil, em Brasília (DF), Vitória (ES), Valparaizo (GO), Joinville (SC), Chapecó (SC), Criciúma (SC), Florianópolis (SC). Internacionalmente, o Grupo tem representação em Varsóvia (Polônia), Kansas (EUA), Ilmenau (Alemanha), Bristol (Inglaterra), Buenos Aires (Argentina) e Verona (Itália). O Grupo Beribazu tem como lema o binômio "Arte-Luta" e procura elaborar uma síntese que busca a superação da divisão: Capoeira Angola e a Capoeira Regional, procurando difundir a capoeira da forma mais abrangente possível, através da análise crítica dos seus valores histórico-culturais. Por intermédio do estudo e da prática da capoeira, o Grupo Beribazu tem como objetivo principal contribuir para a formação integral do ser humano e conceber a capoeira como um instrumento relevante no processo de aprendizagem social e no exercício crítico da cidadania. O crescimento e a disseminação da capoeira nos últimos anos têm exigido dos praticantes um compromisso concreto com a sua valorização e é dentro dessa perspectiva que o Grupo Beribazu vem implementando suas metas. O Grupo Beribazu já produziu dois CDs com cânticos inéditos compostos por seus integrantes e também um livro sobre a sua história. por Fábio Moreira Mestre Onça Grupo Beribazu www.centroarteluta.com.br
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 16h32
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RODA BERIBAZU 37 ANOS CAPOEIRANDO - Metre Onça - DF
http://www.youtube.com/watch?v=iuMWeTatpqY Roda de Capoeira em Comemoração aos 37 anos de capoeiragem do Grupo de Beribazu. Evento aconteceu no MUSEU NACIONAL - ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS-BRASÍLIA-DF/AGOSTO DE 2009. Organizção Profressor Igor (Piolho). Supervisão Geral: Conselho de Mestre Beribazu.
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 16h03
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Mestre Onça (Grupo Beribazu-DF) e o Ministro da Cultura (Giberto Gil).
http://www.youtube.com/watch?v=S1C4szYIrb0 Roda de Capoeira em comemoração ao Dia da Cultura e da Ciência. Roda Realizada no Distrito Federal no Ministério da Culutra. O Ministro Gilberto Gil, toca berimbau, canta na roda e fala da Importância da capoeira como elemento de disseminador da cultura do Brasil pelo Mundo.
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 15h59
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A VIOLÊNCIA NA CAPOEIRA Fábio Moreira de Araújo ( Mestre Onça )  Nós vivemos no seio de uma sociedade violenta por natureza que, ao passo que evolui, arrasta consigo toda sorte de violência, que assola seriamente o nosso país. E essa violência a que nos referimos, vem se transferindo facilmente para a capoeira, pois o desconhecimento e falte de consciência, por parte de um grande número de seus praticantes, entrava o seu desenvolvimento. E não é possível admitir que perto do limiar do século XXI, depois de mais ou menos 450 anos de escravidão, mais de cem anos de abolição e mais de 450 de opressão, a maneira do nosso povo pensar acerca da nossa cultura ainda parece estar estagnada no tempo. O mais grave ainda é que ao fazermos uma rápida análise de muitos grupos de capoeira pelo país, veremos que a idéia de pensar acerca da capoeira mudo muito pouco, e esse pouco que mudou em muitos desses grupos foi em um outro sentido. Hoje em dia, parece que a filosofia de um grande número de pessoas ao iniciar a prática da capoeira, os chamados “capoeiristas moderninhos” é a de “malhar e malhar”, ou seja, desenvolver fisicamente o seu corpo e sair nas rodas de capoeira por aí distribuindo pontapés, tapas, socos e agarrões, como verdadeiros vândalos, maculando a imagem da nossa arte-luta e transformando-a numa espécie de “guerrilha urbana”. São vários os fatores que contribuem para que ocorra essa violência na capoeira, e enquanto não existe uma forma mágica de erradicar esta violência, ela continua crescendo. A cada roda de capoeira que se notícia pelo país é um verdadeiro “quebra-pau”, em decorrência de uma falta de conscientização de um grande número de mestres de capoeira que tem surgido nos últimos anos, que mal tocam um berimbau e a palavra método de ensino de capoeira nem existe em seu dicionário. E, como se não bastasse, ainda se intitulam grandes jogadores de capoeira e conhecedores da nossa arte-luta maior. A verdade é que se não tomarmos todos os cuidados necessários, a capoeira poderá ser facilmente degenerada e descaracterizada, caindo assim, numa Forma de descrédito popular, e voltar a ser o que era antes: “coisa de marginal”. A problemática da violência na capoeira não para por aí, alastra-se rapidamente por todo país. Já tivemos a oportunidade de presenciar e de ouvir vários casos de violência. Só para ilustrar um pouco mais o quadro, citaremos aqui um caso verídico, entre os milhares que ocorrem nas rodas de capoeira pelo Brasil afora. Certo dia, um “mestre de capoeira” na tentativa de batizara um aluno, não logrou êxito pôr falta de recursos capoeirísticos e também porque o aluno era ágil demais. De repente, este “mestre” apanhou o aluno pela cintura e gritou para o público: “vou cravar”, quer dizer, cravar a cabeça do aluno no piso de cimento... Olha que se andarmos nas rodas de capoeira pelo país afora, não será muito difícil encontrarmos pessoas como essas que se intitulam “mestres de capoeira”. Outro problema seriíssimo de violência ocorre quando muitos desses grupos se propõem trabalhar com crianças. Pois na maioria das vezes essas crianças são submetidas ou doutrinadas a praticar a capoeira de forma agressiva ou violenta. No nosso modo de pensar a capoeira deve ser ensinada dentro de um processo educativo-pedagógico de maneira a tornar as nossas crianças, que são os capoeiristas do amanhã, mais críticas e conscientes não só dos problemas que envolve a capoeira, mas como um ser humano participativo e produtivo dentro da nossa sociedade.
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 11h08
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Existe outro problema que gera muitos atritos na capoeira, e que por vezes acaba se degenerando em violência, que é justamente o problema da combatividade. Lógico, não somos contra a combatividade, até mesmo porque ela foi e é um coadjuvante importantíssimo na capoeira. A combatividade este sempre presente nas reivindicações dos negros em busca de liberdade dentro e fora dos quilombos. Mas trazendo a situação para a realidade em que a capoeira se encontra hoje, é preciso saber separar muito bem a combatividade da violência. Sabemos que se a capoeira não estiver imbuída de um espírito combativo, ela pode perder muito de sua essência como arte e como luta e até mesmo ser descaracterizada. Mas o problema é sério e difícil de ser resolvido. Pois é justamente na roda que o aspecto combativo começa a ser degenerado e transformado em violência. Vejamos, quando estamos jogando em uma roda, não sabemos ao certo quando o nosso oponente vai deixar em um momento exato o espírito combativo da luta e usa outros recursos não capoerísticos. Não sabemos, porque não cabe a nós decidir que tipo de tática o nosso oponente vai usar durante o jogo. Então achamos que esse problema particular da violência e combatividade deve partir do grau de consciência que cada um tem a respeito da capoeira. O fato de pertencermos um grupo de capoeira nos dá cada um a seu modo, a oportunidade de saber pensar para agir no limiar exato onde começa e termina a combatividade e a violência no jogo da capoeira. A capoeira enfrenta hoje problemas seriíssimos, em virtude das várias vertentes ou correntes de pensamento que possui. Ou seja, cada grupo que pratica, tem uma visão um pouco diferente do outro, mas muitas vezes essas divergências de princípios ideológicos são deturpadas, ou são entendidas de forma diferente, porque muitos grupos querem impor sua idéias sobre outros grupos através da força, gerando mais violência ainda. Se um determinado grupo não entende com outro nos princípios teóricos na prática é que realmente não vão se entender. Esses grupos, uma vez questionados, tentam justificar com pretexto não muito relevante, de essa é a maneira pela qual fazem e vêm a capoeira. Logicamente, não somos contra as divergências de pensamento na capoeira, até mesmo porque elas existem e são importantíssimas para que a capoeira possa crescer. Todos nós temos os nossos ideais, pois somos livres para pensar e para agir. Mas não para transformá-la numa verdadeira “guerrilha de grupos urbanos” ou “maltas urbanas”. É lamentável que a nossa capoeira não tenha um órgão competente e que receba como filiado todas as vertentes de capoeira, para assegurar aos seus praticantes uma prática sadia e sem violência. As lutas orientais como o judô e o karatê são mais novas aqui no Brasil e tem um órgão competente para dirigí-las e acima de tudo tem m filosofia que parece estar mil anos á frente da capoeira. Precisamos entender a capoeira como uma filosofia de vida. O crescimento exagerado da capoeira, sem uma conscientização por parte de um grande número de praticantes, tem gerado e vai continuar gerando por muito tempo a violência. Estamos falando justamente dessa grande proliferação de “mestres de capoeira” por todo o país. Quanto ao crescimento em si, não há problemas, a verdade é que está acontecendo certa deturpação por parte das várias vertentes ou grupos de capoeira. Cresce o número de academias e de mestres e diminui na relação inversamente proporcional deste crescimento o grau de conhecimento e sabedoria. Fica aqui uma indagação: Será que criar uma comissão nacional organizador e avaliadora para a expedição de diploma, ou seja, o “canudo” de mestre, resolverá o problema da violência na capoeira? Não, achamos que não. Pois esse tal “canudo” irá receber não é igual a um diploma que um estudante recebe ao terminar um curso primário ou acadêmico. Este “canudo” do qual estamos falando só pode ser conferido a uma pessoa ou a um capoeirista que possua de fato conhecimento sabedoria e que acima de tudo tenha raízes e ligações profunda com a nossa capoeira. Hoje se faz necessário que tanto os capoeiristas mais antigos quanto os mais novos, ao iniciar a prática da capoeira, sejam alimentados pela informação para que possamos construir uma capoeira que possa vir a ser reconhecida pela sociedade de fato e de direito, como um elemento importante na definição da nossa identidade nacional e cultural. Fica aqui o meu protesto e a minha pergunta: Será que hoje em dia vale à pena entrar numa roda para jogar capoeira, sabendo que no final do jogo você não sabe se vai estar sequer vivo? Mestres, Contramestres, professores e pessoas ligadas a capoeira, chegou a hora de começarmos a questionar qual o futuro que queremos para a nossa capoeira. Podemos conceber a capoeira como um importante elemento socializador e de construção do comportamento do ser humano. Alertamos seriamente os nossos irmãos capoeiristas para o problema da violência na capoeira, se é que no futuro ainda pretendemos jogar capoeira. Por tudo isso e muito mais: “Não procures tornar-te um mestre de capoeira se não tem forças para banir dela a violência, porque quando não tiveres mais vigor físico para jogar, aí tú te intimidarás perante outro capoeirista mais forte, que maculará para sempre a sua integridade. QUESTÕES LEVANTADAS SOBRE A VIOLÊNCIA NA CAPOEIRA Abordamos anteriormente sobre a violência na capoeira, onde os grupos travam um verdadeiro corpo a corpo na roda de capoeira. Dando prosseguimento ao tema. Abordaremos o aspecto da violência dentro das formas de jogos (10 formas) ou dentro das correntes de pensamento ou vertentes que tem surgido nos últimos anos e também a violência na própria musicalidade. Parece-me que os grupos não se entendem nos princípios mais elementares da capoeira, em saber que a essência está justamente na sua eficiência. Ela não pode ser entendida e encarada de forma agressiva. Percebemos, que o espírito violenta da capoeira não está somente no próprio jogo em si, mas também na musicalidade. Nesta em análise as rodas de capoeira pelo Brasil, observamos verdadeiras guerras cantadas ( desafios, insultos, desrespeitos etc...). Onde foi parar a filosofia que preparava o espírito dos capoeiristas para o jogo. Antigamente os velhos mestres cantavam assim: Ai, ai, aidê joga bonito que eu quero aprender, mas hoje em dias grande parte dos capoeiristas cantam assim: Toma cuidado, toma cuidado que sou capoeirista e só ando armado. Interessa-nos bastante a musicalidade, existem bastantes informações que são enriquecedoras. Contam toda a história da capoeira. Vejamos algumas e seus significados: “Tem muita gente por aí, modificando a capoeira, dizendo modernizar, essa luta brasileira, alterando essa arte que a história consagrou, numa agarração danada, mas parece com judô, do jeito que a coisa vai ouça bem aluno ou mestre, qualquer dia nessa roda tão cantando ladainha em inglês. ( esta música destaca o aspecto da modernização na capoeira. Ser clássico ou ser moderno, qual o melhor caminho?.
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 11h07
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“ Agora é moda camará, agora é moda Do capoeira só entrar para agarrar. CORO Mas virou moda o capoeira puxa peso... Esta destaca vários aspectos da violência na capoeira, como os agarrões, malhação no sentido de dar porrada (só interessa o corpo preparado). “ Lá vai o negro de pé no chão Trazendo a história da escravidão Com o corpo todo marcado e a dor no coração / CORO “ Esta fala do sofrimento do negro no quilombo e fala também das chibatadas que o negro tomava no dia a dia.” “ Iê .... toda Bahia chorou “ “ “ “ No dia em que a capoeira de angola Perdeu seu protetor “ Esta fala de mestre pastinha, uma homenagem ao criador da capoeira angola. “ O capoeira dono de bom coração Sempre louva na oração Aquilo que tem amor” “ Esta fala do amor do coração de um capoeirista.” “ Dona Izabel que história é essa “ “ “ De Ter feito abolição De ser princesa boazinha Que libertou a escravidão” “ Esta música questiona a abolição da escravidão, assina pela princesa Izabel” “ Até parece que a capoeira é brincadeira todo mundo hoje quer ser...Oi há há mestre de capoeira Tem muita gente por aí ruim de jogo e afobado” “Questiona a proliferação de professores de mestres de capoeira, sem uma formação adequada”. Outro ponto que merece destaque é quanto as “novas capoeiras que estão surgindo”, cada qual cria um. Não vamos entrar no mérito da questão, se que criou está certo ou errado. Assim como mestre Bimba era angoleiro, e criou capoeira regional. Será que Bimba estava certo ou errado? ( Era necessário). Será que todas as formas de capoeira que estão surgindo hoje não estão copiando mestre Bimba. Hoje em dia já existem mais de dez formas de jogar a capoeira. Tais como: angola, regional, sinhozinho, barra vento, estilo estilizada, estilo sabiá, capoeira ventilador, capoeira moderna, capoeira contemporânea, capoeira de linha. O que na verdade precisamos fazer é respeitar as idéias, seja que nome de capoeira for. O judô e o Karatê são mais novos aqui no Brasil, e não existe isso, porque eles pensam em termos de unidade. Judô é judô e pronto. Seja em qualquer lugar. Até mesmo a filosofia, quando alguém matricula no judô a primeira coisa que ele aprende é a saber perder, a Segunda é a aprender com o seu adversário e a terceira é respeitar o colega como ser humano e como pessoa. Já na capoeira em alguns grupos o processo é o inverso. Ao iniciar na prática da capoeira, já que vencer ou derrotar o seu oponente no primeiro jogo. Parece-me que os grupos não se entendem nos princípios mais comezinhos (elementares) da capoeira, em saber que a sua essência esta justamente na eficácia, ela não pode ser entendida ou encarada com brutalidade. Mas ela permite vencer o forte pela manha, pela eficiência. Na capoeira a gente sabe quem ganha ou quem perde, sem precisar dar um pontapé em alguém. Mas só que o problema é dramático e difícil de ser resolvido. Talvez só será resolvido com um alto grau de conscientização de seus praticantes. Não cabe aqui questionar se as ideologias desse ou daquele grupos estão certas ou erradas. A verdade é que ele era luta de negro cheia de mandinga, floreio, brincadeiras, manha, astúcia, agora parece que virou luta de forte (pelo uso da força), aonde quem joga melhor é quem consegue dar o melhor pontapé na cara do outro. A capoeira tem regras? Mas não é porque não tem regras que vamos sair por aí distribuindo pontapés. Qual é o conceito de violência que temos hoje? Constrangimento físico ou moral. Qual é o melhor ser angola ou regional. Toda vez que surge um país no mundo a preocupação básica é se vai seguir um regime capitalista ou socialista. O ideal é seguir o seu próprio caminho. Convém lembrar que existem duas formas de se praticar capoeira, uma é pela sabedoria, pela sapiência que é própria dos homens a outra é através da força bruta que é bem peculiar dos animais. O problema da violência só será resolvido com muitas informações.
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 11h06
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QUESTIONÁRIO SOBRE A VIOLÊNCIA NA CAPOEIRA  Este tema é bastante polêmico e complexo, e aqui neste pequeno ensaio existe apenas uma visão pessoal sobre o assunto. Este é apenas o início de um trabalho que pretendemos fazer com capoeiristas por todo o Brasil. Cabe dizer também que quando propomos realizar este trabalho, não é com o objetivo de sair nas rodas de capoeira tentando resolver o problema. Pois, acreditamos que pelo simples fato de praticarmos capoeira dentro da visão que praticamos já é um belo exemplo de combate a violência. Você que gosta de debater e discutir as questões polêmicas da nossa capoeira vá à web site: www.centroarteluta.com.br e registre a sua opinião. Você acha que se todos os grupos de capoeira devem filiar-se a confederação brasileira de capoeira o problema da violência diminuiria um pouco mais.? 1) Você concorda que a capoeira está crescendo em todo país, mas ao mesmo tempo que cresce, arrasta consigo a violência. O que você atribui a isso? 2) Então o que você acha que a capoeira de hoje em dia está precisando? (informação) 3) Hoje em dia muitos grupos de capoeira pelo país vivem em constante rota de colisão. Não podem se cruzar que o coro come. Se o seu grupo estivesse numa dessas rotas. Qual a sua posição? 4) Como você identifica um bom capoeirista? 5) Para você mostrar que é bom de capoeira não há necessidade de aplicar um golpe violento na cara do outro, mas muitos grupos de capoeira ainda têm essa mentalidade. Como você enxerga esse processo? 6) Se um aluno graduado de sua academia cometesse esse tal ato de violência, qual a sua posição? 7) Como você vê essa violência da capoeira de hoje sendo refletida amanhã. 8) Qual a distinção entre combatividade e violência? 9) Sabemos que a capoeira é bastante dinâmica, evolui de acordo com o tempo, você acredita que são todas essas inovações que a ela são incorporadas, que está deixando ela mais violenta? 10) Qual a saída que você aponta para que os problemas da violência na capoeira sejam resolvidos? 11) Nos últimos anos a violência e a capoeira tem andado de braços dados? 12) Já se falou demais que capoeira é coisa de vadio e desocupado, será que não está na hora recolocá-la no seu espaço merecido.? 13) A capoeira hoje no Distrito Federal está tornando-se mais violenta que no passado? 14) Qual a sugestão para minimizar a questão da violência na capoeira? 15) Qual o futuro que você aponta para a capoeira hoje.? 16) Cite um caso de violência na capoeira que você já presenciou? . _______________________________ Texto publicado no Jornal de Brasília. Fábio Moreira Mestre de Capoeira Grupo Beribazu www.beribazu.com.br www.centroarteluta.com.br
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 11h03
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Sistema Beribazu de Graduações – Fundamentação O Sistema Beribazu de Graduações segue a fundamentação elaborado por Mestre Zulu, a partir a partir da relação de fases sociais que marcaram a vida do negro no Brasil com os domínios de irradiação dos Orixás do Camdonblé e da Umbanda. A relação e de conotação meramente filosófica, portanto, desvinculada de qualquer indução ou orientação para alguma prática religiosa. As cores fundamentais das cordas do Sistema de Graduação do Grupo de Capoeira Beribazu são: Azul, Marrom, Verde, Amarela, Roxa, Vermelha e Branca. As graduações de duas cores representam uma fase de transição e preparação para a fase seguinte de cor pura. ma de Graduação Beribazu. Conforme abaixo.
. Fundamentação de acordo com as fases sociais vividas pelo negro e as linhas de Orixás Cor da Corda: Azul e Azul-Marrom Categoria: Aluno Fase Social do Negro: Fase do Negro Cativo. Representa o período compreendido entre o aprisionamento do negro na África, o seu transporte pelo mar e sua venda em terras brasileiras. Domínio de Irradiação dos Orixás: O Orixá que tem domínio de irradiação sobre o mar e suas areias é Iemanjá. Relação Metafísica: As viagens dos negros eram verdadeiros martírios em alto-mar, lemanjá tem domínio de irradiação sobre o mar. Assim, os negros cativos estavam sob a proteção da rainha do mar. Cor representativa de lemanjá: AZUL. Cor da Corda: Marrom e Marrom-Verde Categoria: Aluno Fase Social do Negro: Fase do Negro Escravo. Representa a fase em que o negro começa a prestar trabalho escravo nas lavouras, perdendo assim a sua liberdade pela exploração de sua força de trabalho por um "senhor" - seu dono absoluto que aniquilava todas as suas esperanças de liberdade para o corpo e para a alma. Domínio de Irradiação dos Orixás: O Orixá Xangô representa o grande guardião do céu e da terra e seu domínio de irradiação está nos raios, no trovão e no fogo. Relação Metafísica: Desterrar o negro de seu torrão natal significou a perda total da liberdade. Estando o negro fora do âmbito da terra e do céu da África, Xangô não o acolheria. Cor representativa de Xangô: MARROM. Cor da Corda:Verde e Verde-Amarela Categoria: Aluno e Estagiário Fase Social do Negro: Fase do Negro Quilombola. Representa a alternativa de rebeldia preferida pelos escravos para conquistarem a liberdade. Os quilombos eram comunidades independentes, cada qual com sua importância e com as suas peculiaridades. Domínio de Irradiação dos Orixás: O Orixá que te irradiação sobre as matas, onde ficavam os quilombos é Oxossi. Relação Metafísica: Os quilombos eram comunidades muito dinâmicas, de grande riqueza sócio-cultural. O quilombola tinha nas matas o seu ambiente, a sua moradia. O Orixá Oxossi tem relação direta com as matas. Cor representativa de Oxossi: VERDE Cor da Corda: Amarela e Amarelo-Roxa Categoria: Monitor e Instrutor Fase Social do Negro: Fase do Negro Capitão de Areia. Representa a fase decorrente da promulgação da Lei do Ventre Livre em 1871, em que as crianças nasciam livres como as águas doces, mas caiam na delinqüência como as águas de cachoeira, por não terem condições de se manterem plenamente livres. Domínio de Irradiação dos Orixás: O Orixá que tem domínio de irradiação sobre os rios e cachoeiras é Oxum, detentora de grande beleza e filha mimada de Oxalá. Relação Metafísica: A Lei do Ventre Livre representa um aspecto dúbio,, em que a criança nascia livre como as águas doces nas nascentes e caia na delinqüência e na marginalidade como as águas em queda numa cachoeira. Oxum tem domínio de irradiação sobre os rios e cachoeiras. Cor representativa de Oxum: AMARELA Cor da Corda: Roxa Categoria: Contramestre Fase Social do Negro: Fase do Negro Sexagenário. Representa a fase advinda com a vigência da Lei dos Sexagenários que, a primeira vista, apresentava-se como uma generosa concessão. No entanto, faltava ao escravo sexagenário, condições de vida para exercer uma atividade lucrativa capaz de promover a sua manutenção. Assim. Conheceu a liberdade como a dos ventos e também o desafio da sobrevivência como que uma tempestade. Domínio de Irradiação dos Orixás: O Orixá que tem domínio de irradiação sobre os ventos e tempestades é Iansã, uma altiva guerreira que enfrenta destemidamente o perigo. Relação Metafísica: A Lei dos Sexagenários promoveu uma dualidade na vida do negro: a liberdade tão almejada e o desafio da sobrevivência na velhice. A liberdade sem berço é representada pelos ventos de origem incerta; o desafio da sobrevivência é representado pelas tempestades. Cor representativa de Iansã: ROXA Cor da Corda: Vermelha Categoria: Mestre Fase Social do Negro: Fase do Negro Liberto. Representa a fase advinda com a vigência da Lei Áurea, de 13 de maio de 1888. A sociedade da época via o negro liberto como ignorante, preguiçoso e desordeiro e o marginalizava. Este, por sua vez, na busca pela sobrevivência, notabilizou-se como guerreiro, participando de maltas e empreitadas como capanga. Domínio de Irradiação dos Orixás: O Orixá que tem domínio de irradiação sobre as guerras, os desastres e os conflitos em geral é Ogum. Relação Metafísica: As rivalidades entre as maltas de capoeira eram seriíssimas e os confrontos eram sempre sangrentos. A polícia era o terror dos escravos libertos. A atitude guerreira do negro libertado se ajusta no domínio de irradiação de Ogum. Cor representativa de Ogum: VERMELHA Cor da Corda: Branca Categoria: Mestre Fase Social do Negro: Fase do Negro Cidadão. Representa a fase em que o negro consegue reconhecer-se criticamente a partir de sua inserção na sociedade e toma-se consciente de seus direitos universais de cidadania. A partir daí aprende a ser universal. Domínio de Irradiação dos Orixás: O Orixá que tem domínio sobre todo o universo é Oxalá. É a divindade da criação, da pureza e da paz. É o chefe supremo e pai de quase todas as divindades. Relação Metafísica: Com a veiculação secular de imagens estereotipadas do negro, formou-se um racismo dissimulado. O seu combate exige o envolvimento consciente de todos os segmentos sociais na busca de urna cidadania plena para todos. O exercício da cidadania plena esta associada à universalidade de irradiações de Oxalá. Cor representativa de Oxalá: BRANCA
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 11h13
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Continuação do Sistema de Beribazu de Graduações(...) Sistema Beribazu de Graduações – Adulto .Corda Azul -Aluno . Corda Azul-Marron - Aluno . Corda Marron - Aluno . Corda Marrom-Verde Aluno . Corda Verde - Aluno . Corda Verde-Amarela - Aluno Estagiário . Corda Amarela - Monitor . Corda Amarela-Roxa - Instrutor . Corda Roxa - Contramestre . Corda Vermelha – Mestre Edificador . Corda Branca – Mestre Dignificador Nota A partir das Graduações de Corda Roxa (Contramestre), Corda Vermelha (Mestre Edificador) e Corda Branca (Mestre Dignificador), não usamos a corda de transição e adotamos a formatura. . Mestre Edificador: Corda Vermelha (aquele que edifica, que constrói) . Mestre Dignificador – Corda Branca ( aquele que dignifica o seu grupo) Sistema Beribazu de Graduações – Infantil Os discípulos em qualquer idade começariam com a Corda Azul e passariam as graduações de adultos a partir dos 12 anos conforme o estabelecido pelo Grupo anos atrás. Sugestão para as crianças de três até cinco anos: uma festa especial, separada, um momento só para elas e os pais, com uma apresentação ou uma atividade que as façam se sentirem especiais, reconhecidas e valorizadas dentro do grupo. Sugere-se também a entrega de uma lembrança do evento, como um certificado, um cartão, um adereço etc. Graduação partir dos 5 anos: 5 Anos ................azul. 6 anos............... azul com uma ponteira marrom. 7 anos................ azul com duas ponteiras marrom. 8 anos.................azul com uma ponteira verde 9 anos.................azul com duas ponteiras verde 10 anos.................azul com uma ponteira amarela 11 anos................azul com duas ponteiras amarelas. 12 anos................azul – marrom 13 anos................ marrom. E aí segue com a graduação adulta. Obs. Em nenhum caso o discípulo deve “pular” corda, mesmo que uns se destaquem mais que outros na mesma graduação. Isso causa muitos problemas (inveja, competição, arrogância etc) que comprometem sua formação no mundo da capoeira. Texto extraido do Livro – História e Fundamentos Técnicos do Grupo Beribazu. Fábio Moreira Mestrre Onça Grupo Beribazu-DF www.beribazu.com.br www.centroarteluta.com.br
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 11h13
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A Capoeira e Sua Formalização (*)Por Fábio Moreira (Mestre Onça) A Capoeira é uma manifestação autêntica e livre da cultura do nosso povo. Iniciada por manifestações culturais do negro, foi marcada ao longo da história por discriminação de toda sorte, sendo inclusive proibida pelo Código Penal da Republica dos Estados Unidos do Brasil, instituído pelo Decreto n.º 487 de 11 outubro de 1890, que estabelecia em seu capítulo XIII. Dos vadios e capoeiras “Art. 402. Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecidos pela denominação de capoeiragem; andar em correrias com armas ou instrumentos capazes de produzir uma lesão corporal, provocando tumulto ou desordens, ameaçando pessoa certa ou incerta, ou incutindo temor de algum mal”. Pena – De prisão celular de dois a seis meses. “Parágrafo único. É considerada circunstância agravante pertencer o capoeira a algum bando ou malta. Aos chefes ou cabeças se imporá a pena em dobro. (...) “Art. 403. No caso de reincidência será aplicado ao capoeira, no grau máximo, a pena do art. 400”. “ Parágrafo único. Se for estrangeiro, será deportado depois de cumprida a pena”. “Art. 404. Se nesses exercícios de capoeiragem perpetrar homicídio, provocar lesão corporal, ultrajar o pudor público e particular, e perturbar a ordem, a tranqüilidade e a segurança pública ou for encontrado com armas, incorrerá cumulativamente na penas cominadas para tais crimes”. As perseguições aos capoeiristas foram bem mais longe, o código de 1893 com o decreto n.º 145, autoriza o governo a fundar uma colônia correcional na Fazenda da Boa Vista, na Paraíba do Sul ou onde fosse mais conveniente. Veja o que dizem os artigos: “Art. 1º. O governo fundará uma colônia correcional no próprio nacional “ Fazenda da Boa Vista”, existente na Paraíba do Sul, ou onde melhor lhe parecer, devendo aproveitar, além da fazenda, as colônias militares atuais que a isso se prestarem, para correção, pelo trabalho, dos vadios, vagabundos e capoeiras que forem encontrados, e como tais processados na Capital Federal”. Art. 51. A internação na colônia é estabelecida para os vadios, mendigos, capoeiras e desordeiros. A história nos mostra que existiram outras formas de perseguição a capoeira, como se deu no final do império e início da república, quando foi nomeado o bacharel JOAQUIM SAMPAIO FERRAZ para ser o primeiro chefe de Polícia da República. Esse chefe de polícia tinha como incumbência exterminar todos os capoeiristas. A capoeira resiste a todo tipo de perseguição, e na primeira metade do século xx, toma novos rumos e já não era mais objeto de proibição e perseguição policial, mostrando que nem mesmo leis injustas que lhe eram aplicadas conseguiram estirpá-la do planeta. Hoje vem demonstrando que, ao contrário do que se pensavam, não é uma prática de malandros, vadios e ociosos, mas é acima de tudo, educação, esporte, dança, luta, jogo, arte, cultura, história, geografia, sociologia, enfim, é a identidade de um povo. Prova disso é que atualmente a capoeira é considerada esporte nacional. Seus direitos, como os dos demais esportes, estão assegurados pôr lei, sua prática é hoje regulamentada pôr associações, federações, confederações, ligas e outros. No entanto, indo contra os objetivos e princípios da capoeira, essa organização formal tem trazido uma série de problemas e discordância entre os vários segmentos de capoeira, no que se refere a filiações, graduações, campeonatos, torneios e ao próprio reconhecimento dos grupos como aptos a praticarem e difundirem a capoeira.
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 08h45
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Continuação do texto ( A Capoeira e Sua Formalização).....
A Constituição Federal em seu Artigo 217 assegura que: É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada um, observados: I – A autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento; IV – A proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional; Parágrafo terceiro – O poder público incentivará o lazer, como forma de promoção social. Quanto à prática desportiva no Brasil, sua regulamentação era feita de acordo com a Lei Zico. Após a sua revogação, entrou em vigor a Lei n.º 9.615 de 24 de março de 1998, conhecida como ( Lei Pelé). Essa nova lei institui normas gerais sobre o desporto no Brasil, estando inserida no seu contexto a capoeira. De acordo com a Lei Pelé, não existe obrigatoriedade de nenhuma entidade desportiva que pratica e faz capoeira de filiar-se à Associações, Federações, Confederações e Ligas. Os Grupos de capoeira, são autônomos para legalmente instituírem as suas próprias confederações ou ligas de acordo com os seus princípios e identidade. Não sendo, portanto, obrigados a vincular-se ao modelo hoje existente. Essa liberdade de associação é um direito garantido pela Constituição Federal em seu artigo 5º assegura que: Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residente no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade; IX – É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; XVII – É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XVIII – A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX – As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter sua atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; XX – Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; XXI – As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicialmente e extrajudicialmente. Não diferindo destes princípios o art. 13º da Lei Pelé, em seu parágrafo único inciso VI, admite as entidades de prática desportiva, independentemente de serem filiadas a um dos órgãos de administração do desporto, como pertencentes ao Sistema Nacional de Desporto. Desta forma caso não haja filiação, aquelas entidades não poderão ter seus atos e seus direitos submetidos às normas desses órgãos de administração. Tendo por base a Constituição Federal e ainda, considerando a legislação específica do desporto, onde está claro que as entidades desportivas são livres para associarem-se e autônomas para praticar e difundir o esporte a que se propõem, há que se perguntar em que a Confederação Brasileira de Capoeira e as respectivas Federações se baseiam para determinarem que os grupo de capoeira só poderão realizar seus eventos ( campeonatos, torneios, batizados e graduações) ou praticar qualquer outro ato com a sua expressa autorização? Ciente do problema que vem ocorrendo a esse respeito a própria Justiça, conforme publicação anterior desta revista ( Ano – I n.º 05 ), posicionou-se da seguinte forma: “ A atuação dos praticantes da capoeira está sob a força cogente das leis penal e civil, e, que a arte não morra por disputas administrativas ou judiciais motivadas mais por interesses econômicos que hoje gera. É o que esperamos.” ________________________________ Texto publicado na revista Iê capoeira. Contatos: Website: www.centroarteluta.com.br E-mail: capfabio10@yahoo.com.br Fábio Moreira (Mestre Onça) Grupo de Capoeira Beribazu-DF Membro do Conselho de Mestres
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 08h44
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Mestre Zulu e sua Obra na Capoeira (*)Por Fábio Moreira (Mestre Onça)
Antônio Batista Pinto (Mestre Zulu), Pós-Graduado em Didática e em Metodologia do Ensino Superior, autodidata, pesquisador e mestre de capoeira, introdutor da capoeira na Rede Oficial de Ensino-DF, fundador do Centro Ideário de Capoeira, Técnico da Seleção Escolar de Capoeira de 1985/1990, rtealizou 19 Edições da Grande Roda Brasileira de Capoeira-GRBC, na época era um dos maiores eventos e congregava capoeiristas de todo o país. Dentre os trabalhos mais relevantes publicados, citamos: Capoeira: Arte, Folclore e Luta; Catira ou Cateretê; Pequeno histórico da Capoeira; Sistema de Graduações de Capoeira; Metodologia do Ensino de Capoeira; Ritmos Afro-Brasileiro; Características Imutáveis da Capoeira; Cânticos de Capoeira; Regulamento de Competições de Capoeira; Regulamento Técnico Escolar de Capoeira; Regulamento do Centros de Aprendizagem de Capoeira CAC`s; Depoimento Sobre o Ideário Beribazu de Capoeira; Capoeira Arte-Luta; Manifesto Evocativo da Capoeira e o Livro Idiopráxis Capoeira. Fundador do Grupo de Capoeira Beribazu, O Grupo de capoeira beribazu, foi fundado no dia 11 de agosto de 1972, no Colégio Agrícola de Brasília, em Planaltina-DF. O Grupo Beribazu constitui-se numa instituição organizada historicamente e inserida no contexto social com uma sistemática administrativa e operacional. Os integrantes do Grupo Beribazu tem um vinculo definido com os princípios que regem suas ações. O Grupo Beribazu é uma instituição forte, maior até que a soma de todos os seus integrantes juntos. Em sua trajetória histórica, o Grupo sempre esteve vinculado as instituições escolares, mantendo com elas um estreita relação. O Grupo Beribazu procura elaborar um síntese que busca a superação da dicotomia Capoeira Angola/Capoeira Regional, procurando difundir a capoeira da forma mais abrangente possível, através de resgate crítico dos seus valores histórico-culturais, sendo regido juridicamente por um estatuto que define seus objetivos e orienta suas ações. No dia 29 de junho de 1994 foi criado e organizado o Conselho de Mestres do Grupo Beribazu para exercer sua direção. Atualmente existem representações do Grupo Beribazu em vários estados do Brasil e no Exterior. O Mestre Zulu, já formou diversos mestres de capoeira, dentre eles: Mestre Odilon/ES, Mestre Íris/ES, Mestre Carlos Henrique/ES, Mestre Falcão/DF, Mestre RenatoDF, Mestre Onça/DF - www.centroarteluta.com.br, Mestre Sardinha/DF, Mestre Fábio/ES, Mestre Abdi/DF, Mestre Dionísio/DF, Mestre Divino/DF, Mestre Abimar/DF e vários outros professores espalhados pelo mundo.
Introdutor da capoeira na Rede Oficial de Ensino do Distrito Federal dede o ano de 1982, o referido projeto é coordenado pela Fundação Educacional do Distrito Federal (FEDF). Tudo começou ainda de forma informal no Colégio Agrícola de Brasília, http://picasaweb.google.com/fotosarteluta/Diversas#slideshow aonde o Mestre Zulu, era professor. O projeto ganhou consistência e o Mestre Zulu buscou com muita dedicação e trabalho novas alternativas para ampliar e sedimentar a idéia da capoeira nas Escolas Públicas do Distrito Federal. História da Luta: No ano de 1979, a Secretária de Educação do DF (Eurides Brito), em visita ao COLÉGIO AGRÍCOLA DE BRASÍILIA, assistiu uma apresentação e ficou vislumbrada com a riqueza da nossa capoeira. Mestre Zulu, expôs suas idéias e a secretária prometeu empenhar-se na para implantação da capoeira na Fundação Educacional do DF. No ano de 1981, Mestre Zulu e Inezil Pena Marinho apresentaram à Secretaria de Educação do Distrito Federal, um projeto Integrado de Capoeira e "Ginática Brasileira". Depois de várias anos de tramitação o referido projeto foi aprovado ainda de forma experimental, com Sede Experimental no Colégio Agrícola de Brasília-DF. No ano de 1986, Mestre Zulu, apresentou um novo projeto a FEDF, intitulado "Prospectiva Construtivista de Capoeira", com os seguintes objetivos: expandir o ensino de capoeira na Rede Oficial de Ensino do Distrito Federal, tendo por base as seguintes metas: a) Implementação de CAC´s - Centro de Aprendizagem de Capoeira b) Instrumentalização de professores de Educação Física através de cursos e reciclagens. No ano de 1987, Mestre Zulu, apresentou novo projeto chamado de "Curriculos e Programas" que tinha como objetivos: a) A capoeira em Nível Fundamental. b) A capoeira em Nível de Treinamento Básico e c) A capoeira em Nível de Treinamento Desportivo. O referido projeto funcionou e ainda funciona, como um dos mais belos exemplos de PROPOSTA PEDAGÓGICA, tendo por base a HISTÓRIA E CULTURA DO POVO BRASILEIRO.
As Grandes Rodas Brasileira de Capoeira-GRBC, foram um dos maiores eventos da História da Capoeira do Brasil. Promovida pelo Grupo Beribazu, sob a coordenação do Mestre Zulu. Foi Realizada anualmente no Distrito Federal-DF, em várias escolas e espaços públicos, tais como: Colégio Agrícola de Brasília-CAB, Ascad, Caseb, Ceub e no Ginásio Cláudio Coutinho, entre outros. Durante dezenove anos consecutivos foram realizadas as Grandes Rodas Brasileira de Capoeira-GRBC, no ano de 1976, foi realizada a Iª Grande Roda Brasíleira de Capoeira no COLÉGIO AGRÍCOLA DE BRASÍLA--CAB. Contou com a participação de diversas Unidades da Federação. O evento foi marcado pelas competições de capoeira (Combate, exibição (duplas e Tríades) e estilo (individual), Festival de Cantigas, Debates e Palestras com mestres e convidados. Dentre os seus principais objetivos podemos destacar: a) Desenvolver o Intercâmbio social e desportivo entre os capoeiristas de todo território nacional. 2) Fomentar o aprimoramento técnico-desportivo da modalidade. 3) Firmar a capoeira como meio eficiente para superação do indivíduo dentro do processo educacional. 4) Sensibilizar o Poder Público, as Federações e a Confederação para a acuidade de uma política digna e racional para a capoeira. A Grande Roda, tornou-se um evento disseminador das várias facetas da capoeira, pois era aberto, eclético e democrático. Mestre Zulu, atualmente, desenvolve trabalhos de capoeira na cidade de Sobradinho - Distrito Federal, através do Centro Ideário ensinando e divulgando a capoeira e formando cidadãos críticos e consciente para o mundo. Axé! (*) Mestre de Capoeira – Grupo Beribazu Contatos www.beribazu.com.br www.centroarteluta.com.br E-mail: capfabio10@yahoo.com.br
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 11h10
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O Perfil do Mestre Fábio Moreira de Araújo (Mestre Onça), Geógrafo, Educador, Mestre de Capoeira, Especialista em Capoeira pela Universidade de Brasília-Unb, Presidente do Conselho de Mestres do Grupo Beribazu na gestão 1998/1999, Fundador do Centro Arte-Luta Beribazu e do Instituto Arte-luta de Educação e Cultura-IALEC, foi Presidente do Centro Arte-Luta Beribazu por vários anos. Possui experiência na área de ensino e pesquisa (oficinas, workshops, palestras, debates, mostras de vídeos, painéis) várias universidades, escolas públicas e particulares do Brasil. Participou de vários eventos de capoeira nacionalmente conhecidos como Grande Roda Brasileira de Capoeira, Encontro de Mestres Aracaju/SE, Lançamento do Programa Nacional de Capoeira SEEDMEC no ano de 1987-Ouro Preto/MG, Participação no lº Congresso Brasileiro de Capoeira em São Paulo/SP - realizado pelo Ministério dos Esportes e Cultura no ano de 2003. Hoje é membro do Conselho de Mestres Beribazu e ainda realiza anualmente no Distrito Federal a Jornada beribazu de capoeira-Jobecap, promove todo final de mês no eixão norte uma roda aberta, com o objetivo desenvolver o intercâmbio e socialização entre os grupos e os capoeiristas do Distrito Federal, Festival de Cantigas, torneios e várias outras atividades de caráter sócio-desportivo e cultural. Já formou vários professores e Mestre que hoje ensinam a capoeira no Brasil e no Exterior. Hoje coordena vários trabalhos de trabalhos e ainda ensina em um “projeto de capoeira” no Centro de Ensino Médio-CEAM (Colégio Paulo Freire-Asa Norte) – Secretaria de Educação do Distrito Federal. .
A capoeira na Escola deve ser ensinada dentro de uma pespectiva construtivista, contextualizando-a de acordo com os seus valores socias, educativos e culturais, buscando assim a superação do indivíduo dentro do processo educativo. Existe um Lei Federal, conforme abaxo: torna-se obrigatório o ensino sobre a História e Cultura Afro-Brasileira. Veja abaixo referida lei. Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B: “Art. 26-A Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. § 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. § 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras. "Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’." Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Aulas de capoeira Colégio Pualo Freire 609/610 norte
Veja mais sobre o Mestre Onça... www.beribazu.com.br www.centroarteluta.com.br/ http://blogartelutaberibazu.zip.net Fábio Moreira (Mestre Onça) Mestre de Capoeira do Grupo Beribazu Membro do Conselho de Mestres
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 08h22
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Capoeira Patrimonio Imaterial A Capoeira foi tombada como Patrimônio Imaterial do povo brasileiro. O registro foi votado e aprovado no dia 15 de julho de 2008, em Salvador/BA, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Estiveram presentes ao evento o Ministro Interino da Cultura (Juca Ferreira), o Governador da Bahia (Jacques Wagner), o presidente do Iphan (Luiz Fernando de Almeida), o presidente da Fundação Palmares (Zulu Araújo). Os Embaixadores da Nigéria e do Senegal, além de várias outras autoridades do país.
O presidente do Iphan anunciou a inclusão do ofício dos Mestres da capoeira no Livro dos Saberes, e da roda de capoeira no Livro das Formas de Expressão. A divulgação e implementação dessa atividade em mais de 180 países se deve aos Mestres, que tiveram sua habilidade de ensino reconhecida. Diversos Grupos de capoeiristas e Mestres de várias gerações e regiões do Brasil acompanharam a votação. Realizamos ali, em frente ao Palácio Rio Branco, VÁRIAS GRANDES RODAS DE CAPOEIRA, simbolizando assim, o triunfo da manifestação (arte-luta capoeira), que já foi proibida pelo CÓDIGO PENAL à PATRIMÕNIO IMATERIAL. Um grande evento em homenagem à capoeira foi realizado no Teatro Castro Alves, onde artistas como Naná Vasconcelos - percussionista que ampliou as possibilidades sonoras do berimbau-, Roberto Mendes, Mariene de Castro, Wilson Café e Ramiro Mussoto exaltaram a importância da manifestação. O pedido de registro da capoeira foi uma iniciativa do Iphan e do Ministério da Cultura, e é o resultado de uma ampla pesquisa realizada entre 2006 e 2007 para a produção de conhecimento e documentação sobre esse bem imaterial. Todo o levantamento foi sintetizado num dossiê final que compõe o processo de registro. O inventário da capoeira foi produzido por uma equipe multidisciplinar de profissionais, em parceria com as Universidades Federais do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e a Federal Fluminense, sob a supervisão do Iphan. As pesquisas foram realizadas no Rio de Janeiro, Salvador e Recife, principais cidades portuárias apontadas como prováveis origens desta manifestação, e locais onde havia documentação a respeito. Preservação do patrimônio: O plano de preservação, conseqüente do registro, prevê as seguintes medidas de suporte à comunidade capoeristica: 1. Um plano de Previdência Especial para os velhos mestres; 2) O estabelecimento de um Programa de Incentivo desta Manifestação no mundo; 3) a Criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira; 4) Plano de Manejo da Biriba (madeira utilizada na fabricação do berimbau) e outros recursos naturais, dentre outras.
Entende-se por patrimônio cultural imaterial representações da cultura brasileira como: As práticas as forma de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato, etc.), junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados - cuja tradição é transmitida de geração em geração pelas comunidades brasileiras. Com a inclusão da capoeira, já existem 14 bens culturais registrados no Brasil. Ao oficializar a inscrição do ofício de mestre de capoeira e da roda de capoeira como bens culturais de natureza imaterial, o Estado brasileiro inaugurou um novo paradigma para a capoeira. A Vitória maior é DEDICADA a Você Mestre de capoeira que apesar dos percalços e percursos que a vida nos impõe. SEMPRE FOI UM BRAVO E VALENTE GUERREIRO! .
Fábio Moreira (Mestre Onça) Grupo de Capoeira Beribazu - DF Membro do Conselho de Mestre do grupo Beribazu
Escrito por Fábio (Mestre Onça-Beribazu) às 09h13
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